Resenhas

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

[RESENHA] "ESPERANDO POR DOGGO", DE MARK B. MILLS

Nome: Esperando Por Doggo
Autor: Mark B. Mills
Editora: Novo Conceito
Onde comprar: Buscapé

Livro enviado como cortesia pela NC
Dan achava que tinha uma vida feliz com Clara, mas, de uma hora para outra, ela desaparece inesperadamente de sua vida, deixando para trás apenas uma carta de despedida e um cachorro. A pequena criatura é incomum e sequer tem um nome definitivo, ele é simplesmente chamado de Doggo.

Agora, Dan tem a missão de devolver Doggo, e, ao mesmo tempo, encontrar um novo emprego. A primeira missão parece ser fácil, a segunda, nem tanto.

Com o passar dos dias, Dan começa a desfrutar da companhia de Doggo e não tem coragem de abandoná-lo.

De forma singela, mas significativa, a presença do pequeno cão ajuda àqueles que estão ao seu redor. Doggo acaba tornando-se muito mais que um amigo de quatro patas, transforma-se em uma verdadeira fonte de inspiração para o trabalho e para a vida de Dan.

Esperando Doggo não é só um livro sobre um cachorro. É um livro sobre o poder de uma verdadeira e sincera amizade.

Sabe aquele livro para o qual você não dá nada, mas que no final mostra-se algo surpreendentemente agradável? Então, “Esperando por Doggo” foi assim para mim.

A história já começa interessante e divertida com Daniel lendo uma carta deixada por Clara, agora uma ex-namorada. Na carta ela fala sobre a queda do relacionamento deles, sobre o que tem achado da personalidade de Daniel e como ele é o culpado por ela estar indo embora.

E é claro que tem mais. Clara adotou um cachorro como parte de uma tentativa de fazer seu relacionamento dar certo, mas agora ela está deixando Daniel e partindo para um país que ela não vai revelar qual é e não tem tempo para devolver Doggo ao abrigo de animais, por isso deixou essa tarefa para Daniel... que não se dá bem com o canino.

Daniel até tenta devolver Doggo, mas o abrigo exige que o cachorro seja castrado antes da devolução. Em um momento camarada de macho para macho, Daniel toma as dores do animal e se nega a autorizar o procedimento, levando-o de volta para a casa.
 “É patético da minha parte. Ele é só um cachorro, um cachorro que eu nem queria para começo de conversa, mas estou esperando gratidão, ou algo assim.”
Apesar de Doggo, Daniel ainda tem uma vida e precisa lidar com ela, e no momento ele necessita de um novo emprego. Tendo construído carreira em publicidade, o protagonista consegue um emprego na agência Indology, onde é colocado para fazer parceria criativa com Edith, uma mulher que, apesar de ser nova na área, demonstra ter talento para o trabalho. Aproveitando-se do fato de que seu nome é consideravelmente conhecido no ramo e não podendo deixar Doggo sozinho em casa (e não tendo nenhum outro lugar para deixá-lo), Daniel consegue a permissão de seu chefe para levá-lo ao local de trabalho, desde que ele mantenha Doggo na linha.

Muito inteligente, educado e um tanto quanto folgado, Doggo logo conquista a maioria dos companheiros de trabalho de Daniel, que também está se dando muito bem em seu novo ambiente profissional – e obtendo muitas surpresas na vida pessoal. Sua primeira campanha publicitária na Indology é um sucesso e a vida sem a ex-namorada não lhe é tão estranha, ainda mais quando seu relacionamento com Edith começa a se tornar algo mais.
“− Ela sempre procura o amor no lugar errado.− E onde é o lugar certo?− Onde quer que seja que você não está procurando.”
No entanto, nem tudo é mil maravilhas. Daniel deve lidar com duas descobertas envolvendo seus pais e Clara, mas mais do que isso, ele deve ficar atento dentro da Indology. De um lado há alguém ciumento e extremamente egocêntrico ameaçando prejudicá-lo por seu possível envolvimento com Judith, e do outro existe uma pessoa que sente-se profissionalmente ameaçada pelo talento de Daniel e por isso tentará atingi-lo através de Doggo. Será que nosso protagonista conseguirá ser mais esperto que seus adversários e proteger todas as recentes boas coisas de sua vida, incluindo Doggo e sua boa reputação?
“ [...] Doggo não é o problema aqui, ele é simplesmente uma desculpa para a Megan me atingir. Na verdade, sou eu quem ela não quer ver por perto.”
“Esperando Por Doggo” não estava nos meus planos de leitura, o livro foi uma cortesia de Natal da Novo Conceito para seus blogs parceiros, mas estou feliz por ele vir parar nas minhas mãos.

A narrativa é divertida e flui bem, graças as boas tiradas de Daniel, que não deixa a peteca cair nem nos momentos mais tensos. A história prendeu minha atenção da primeira até a última página, então acho não é surpreendente eu dizer que terminei o livro em um dia e meio – com direito a leitura às escondidas no meu trabalho.

Mark B. Mills tem uma escrita cativante e sabe como segurar o interesse do leitor. A história não só é adorável como também possui personagens bem construídos. O autor soube dar características e espaços para todos (ou pelo menos os mais importantes), sem tirar o foco de Daniel e Doggo.

O protagonista é inteligente e sarcástico, e consegue sempre se manter para cima mesmo diante de circunstâncias ruins. A adoção de Doggo não foi ideia dele e ambos nem se davam bem no começo, mas é claro que isso muda no decorrer das páginas e Daniel aprende porque o cachorro é conhecido como “o melhor amigo do homem”.
“Doggo vai ficar arrasado, e eu também. Ele é mais que uma presença agradável no meu dia, uma distração divertida; ele virou parte da minha mobília pessoal.”
A edição da Novo Conceito está um arraso. Eu amei a capa, que é simples e fofa. A diagramação está impecável e o texto possui fonte e tamanho de letra perfeito para leitura. Não encontrei erros de revisão.

Admito que não costumo dar atenção para livros cujo um dos protagonistas é um animal, mas repito que “Esperando Por Doggo” foi realmente uma surpresa maravilhosa. Se você procura por uma história leve para se divertir, então essa leitura é mais que recomendada para você.
“Você jamais poderia descrever Doggo como "esguio". Ele é um vira-lata baixinho, gordinho, comum, honesto e passado de mão em mão. Mesmo assim, ele parece não ter a menor ideia de que é assim. Notei isso no escritório na última semana. Ele se porta como se fizesse parte da realeza, como se todo mundo estivesse de olho nele...”




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