Resenhas

segunda-feira, 27 de julho de 2015

[RESENHA] "SE EU MORRER", DE AMY PLUM

Nome: Se Eu Morrer
Autora: Amy Plum
Série: Revenants #03
Editora: Farol Literário
Onde comprar: Buscapé

Livro enviado como cortesia pela Farol Literário
Depois de um longo tempo de espera para se encontrarem, Kate e Vincent veem desmoronar a perspectiva de enfim ficarem juntos.

Ao serem traídos por alguém em quem achavam que podiam confiar, Kate perde Vincent. Agora o inimigo está determinado a controlar os imortais da França e até a iniciar uma guerra para conseguir o que quer. Mas Kate não desiste, ela sabe que Vincent está em algum lugar e fará qualquer coisa para salvá-lo.

Resenhas | Série “Revenants”


  


“Se Eu Morrer” é o último volume da trilogia “Revenants” e começa a história do ponto exato onde acaba o livro anterior, depois que os revenants de Paris descobriram sobre a traição de alguém próximo, que assumiu o posto de líder dos numa e orquestrou o ‘assassinato’ de Vincent

Acredita-se que Vincent seja o ‘Defensor/Vencedor’, um revenant com poderes adicionais que guiará seus companheiros para a vitória quando uma grande batalha contra os numa finalmente estourar. Esse é o motivo de Vincent ser o maior alvo do traidor, que deseja matá-lo (para sempre dessa vez) e roubar os poderes do ‘Defensor’. 
“- A salvo – murmurou Bran. – Ninguém vai estar a salvo até que o Vencedor triunfe.
[...]
- Lamento informar-lhe, caro aliado, que o Vencedor foi capturado. Ele está agora as mãos de nosso inimigo.” 
Kate fica devastada com a notícia, pensando que jamais voltaria a encontrar o namorado, mas então ela é surpreendida pelo espírito volant de Vincent, preso em nosso mundo como um fantasma sem um corpo para habitar. É claro que estar na presença de seu amado já é um alívio para Kate, porém a situação não deixa de ser difícil para os dois, afinal sem um corpo não é possível fazer nada além de conversar – ela não consegue nem mesmo enxergá-lo. 
“Vincent ainda existia, mesmo que seu corpo tivesse sido destruído. O rapaz que eu amava tão desesperadamente não tinha desaparecido por completo. É alguma coisa, pensei, sentindo um lampejo de esperança.” 
Pior do que isso é que Vincent ainda está ligado ao revenant que o traiu, a mercê das vontades dessa pessoa. O ritual de absorção dos poderes não deu certo por algum motivo, mas é só questão de tempo até o erro ser descoberto e o solucionado. 

Depois de saber que o espírito de Vincent está de volta, todos os seus amigos (sejam eles humanos ou sobrenaturais) iniciam uma corrida contra o tempo em busca de algo que vá livrá-lo da tal ligação e mostrar como trazer seu corpo de volta, antes que seja tarde demais. 

Este livro é bem mais intenso e surpreendente do que os dois anteriores, dando um foco maior para a batalha contra os numa, sem jogar para escanteio o relacionamento de Kate e Vincent, que encantou tantos fãs da trilogia desde o início. A guerra entre o bem e o mal ganha novas proporções e a autora consegue guiar muito bem a história por esse caminho, nos dando novas informações sobre os revenants, abrindo um espaço maior para os personagens secundários e respondendo quaisquer dúvidas que restaram dos livros anteriores. 

Há um amadurecimento notável em alguns personagens, principalmente Kate, que nesse momento difícil, ao invés de se afundar em seu próprio desespero como teria feito antes, mantém-se firme e empenhada em salvar Vincent, não importa o quanto ele diga que é inútil e o quanto os demais revenants subestimem sua ajuda por ela ser humana. 
“Você está desistindo antes mesmo de começar a buscar respostas. Então não tente me dizer o que devo fazer. O que devo sentir. Mesmo que meu coração seja seu, ainda tenho meu cérebro. E vou continuar a usá-lo para encontrar uma solução, que inferno!” 
Amy Plum não me decepcionou neste último volume da trilogia. A autora manteve o bom ritmo, retornando com sua narrativa que consegue fisgar e prender a atenção do leitor. Pode-se dizer que a história se divide em duas partes: a busca por uma solução para resgatar Vincent e a segunda metade, quando os revenants vão para as ruas para combater os numa. Deixou-me ansiosa e extasiada do começo ao fim, e triste por dar adeus aos personagens e a esse mundo tão encantador que Amy criou. 

A Farol Literário novamente fez um ótimo trabalho com a revisão e diagramação. A primeira página de cada capítulo conta com detalhes semelhantes aos da capa (é adorável) e a formatação do texto está um arraso, com letras grandes o suficiente para fornecer uma leitura confortável. A capa segue o mesmo padrão da original e eu diria que é maravilhosa se não fosse pelos tons de amarelo e laranja – é pessoal, odeio essas duas cores. 

Amei conhecer e acompanhar essa história, que toda a certeza super recomendo. “Revenants” é uma trilogia para ler e reler. Desde a proposta da trama até a personalidade dos personagens, é tudo absolutamente cativante e impossível de não deixar saudades. 
“... Parece que você tem muita coisa aqui dentro. – Ela bate no peito com o punho cerrado. – Nem sempre são necessários músculos para ser forte.”


Logo abaixo você pode ler um trecho da obra



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