Resenhas

segunda-feira, 21 de julho de 2014

[RESENHA] "O CAVALEIRO DE BRONZE PART. II: O PORTÃO DOURADO", DE PAULLINA SIMONS

Livro: O Cavaleiro de Bronze Part. II: O Portão Dourado
Autora: Paullina Simons
Série: O Cavaleiro de Bronze #2
Editora: Novo Século
Onde comprar: Buscapé
No início da guerra, em 22 de junho de 1941, o dia em que Alexander e Tatiana se conheceram, havia três milhões de civis em Leningrado. Na primavera de 1942, apenas um milhão de pessoas permaneciam ali. E o cerco não havia terminado.

Depois de deixar Tatiana e Dasha Metanova dentro de um caminhão que seguia pela Estrada da Vida com destino a Molotov, Alexander não tinha nada além de esperanças. Não havia uma única correspondência sequer de Dasha ou Tatiana, nada que indicasse que ambas haviam chegado em segurança a seu destino.

Na segunda parte de uma das maiores sagas de amor de todos os tempos, será praticamente impossível conter a emoção ao acompanhar a busca obstinada do ilustre oficial do Exército Vermelho, Alexander Belov, por sua Tatia. E ainda mais arrebatador presenciar se eles conseguirão viver esse intenso amor diante de tantas ameaças, em meio ao cruel cenário da Segunda Guerra Mundial.

Resenhas | Série “O Cavaleiro de Bronze”


 


Atenção. Esta resenha contém spoiler de  O Cavaleiro de Bronze Part. I.


Em "O Cavaleiro de Bronze - Parte I"  vimos a guerra devastar Leningrado e quase toda a família Metanova.

Em um dos piores momentos do cerco, Alexander conseguiu retirar Tatiana e Dasha – que finalmente abriu os olhos sobre a irmã e o namorado – da cidade e levá-las para Molotov. Como nada é fácil em tempos de guerra, a fuga é complicada e Dasha morre logo que chega a cidade.

Vou falar a verdade para vocês. Eu não me senti triste por ela porque eu nunca gostei da personagem. A Dasha que Tatiana descreve quando se lembra de sua infância eu vejo como uma outra pessoa, diferente da Dasha que vejo durante os acontecimentos de “O Cavaleiro de Bronze - Parte I”. Ela é uma pessoa muito egoísta; se tudo está bem então ela é amigável, mas se é algo que ela não gosta então a garota age pensando só nela. Ok, vamos levar em consideração a guerra, que muda as pessoas, mas ainda não gosto dela!

“Devagar, Dasha virou-se para encarar Tatiana.

– Eu quero que ele morra no front – ela sussurrou.” (Referindo-se a Alexander)

 “ ‘Talvez Dasha não coma todo o pão. Talvez sobre um pedaço para mim.

Era um pedaço pequeno. Dasha comeu tudo.

– Tem mais? – ela perguntou.

– Só a casca – Alexander respondeu. [...] – Dasha... Talvez sua irmã possa comer este pedaço. – Ele disse com firmeza.

– Ela está aí em pé, não está?

Alexander olhou para Tatiana, que estava ao seu lado. Ela balançou a cabeça e olhando o pão disse: – Dê o pedaço a ela. Estou em pé.”
Com Alexander lutando na guerra, para Tatiana só restou ir encontrar sua avó que mora em Lazarevo. Imagino que a distância entre Molotov e Lazarevo deve ter parecido de mil milhas para a pobre Tatiana. Com a saúde fragilizada, ela tem que enfrentar o perigo em meio a ataques alemães, pessoas doentes, transporte desconfortável (quando não tinha que ir a pé) e o intenso frio. Por pouco não sobrevive à viagem, que tem um desgaste tanto emocional quanto físico, afinal, ela viu mais da metade das pessoas que viajavam com ela morrer.

Mas a personagem é uma garota incrível, é uma sobrevivente e claro que ela conseguiu enfrentar tudo isso. Então um ano se passou e Tatiana voltou a sua estonteante forma, saudável de novo. Infelizmente sua avó morre e ela acaba indo morar com três senhoras que eram conhecidas da falecida.

Já para Alexander, esse um ano foi angustiante. Sem notícias de sua amada, ele fica se martirizando imaginando se ela está viva ou morta. Quando o anjo coronel Stepanov lhe concede pouco mais de um mês de licença, Alexander parte para Lazarevo atrás de notícias de Tatiana.
“Se alguém conseguisse sobreviver, não seria a moça que, toda manhã e durante quatro meses, levantava-se às seis e meia e marchava através da Leningrado moribunda para conseguir pão para sua família?”
E o que dizer sobre os motivos da falta de notícias de Tatiana? Não vou falar para não dar mais spoiler, mas gente, eu fiquei tão irritada quanto o Alexander. Eu já falei na resenha da parte I sobre a incrível personalidade de Tatiana, o que me esqueci de mencionar é que ela também é MUITO insegura. Alexander já provou de tudo quanto é maneira o quanto ele ama e se importa com ela. Todas as decisões que eles tomaram, o que eles fizeram juntos, era sempre feito do jeito dela, mesmo que ele discordasse. E ainda assim a Tatiana nos apronta uma dessas e o pior, de novo Alexander só estava fazendo o que ela pediu, tentando fazer a Dasha feliz.

Mas o amor fala mais alto e todas as dúvidas e diferenças são resolvidas. O tempo não para, um mês não é suficiente, mas é tudo o que eles têm e para eles só resta aproveitar ao máximo, e eles aproveitam.
“[...]Alexander mal conseguia falar com Tatiana sobre o dia seguinte. Eles não tinham passado. Não tinham futuro. Eles apenas eram. Jovens em Lazarevo.”
Como é possível um livro despertar sentimentos tão fortes em alguém? Quando eu terminei o livro, vejam que loucura, fiquei com saudades de Lazarevo. Os acontecimentos, a casa, o lago, as juras de amor. Os preciosos instantes de Tatiana e Alexander parecem ter acabado rápido demais, eu senti junto dos personagens a angústia de ver o dia em que ele voltaria para a guerra, se aproximar tão rápido.
“Eles não se deixavam iludir. Lazarevo não tornaria a voltar, nem para ele nem para ela. Tatiana tinha suas ilusões. E ele achava que era melhor tê-las.”
Mas esse dia chega, assim como o destino que sempre da um jeito de por esse dois juntos. Você sabe que é amor verdadeiro quando eles se dispõem a dar a própria vida pelo outro, pela liberdade e felicidade do outro. O problema é que só há felicidade se eles estiverem juntos.

Engraçado como a vida prega peças. Ao mesmo tempo em que recebem uma notícia maravilhosa, um antigo desafeto volta trazendo uma tormenta. Não pensei que as coisas poderiam ficar piores, mas ficaram. Estou ansiosa pela continuação e quero saber o que a autora vai fazer para consertar essa situação. Eu não consigo pensar em nada que resolva esses novos problemas, mas não consigo imaginar Alexander sem Tatiana e Tatiana sem Alexander.
“– Tania... você e eu tivemos só um momento... – disse Alexander. – Um único momento no tempo, no seu tempo e no meu... um instante, quando uma outra vida ainda podia ser possível – prosseguiu ele, beijando-lhe os lábios. – Você sabe do que eu estou falando?
‘Quando Tatiana tirou os olhos do sorvete, viu um soldado, que a observava do outro lado da rua.’

– Eu sei qual foi esse momento – sussurrou Tatiana.

– Você lamenta que eu tenha atravessado a rua para falar com você?

– Não, Shura – replicou ela. [...]Você me mostrou, num relance, no nosso gozo, uma vida bonita… O que foi que eu mostrei a você? – terminou ela, olhando-o nos olhos.

– Que existe um Deus – sussurrou Alexander.”

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